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Archive for abril \21\UTC 2011

Enquanto mães e pais não puderem enterrar seus filhos, assassinados há mais de 30 anos e enquanto os assassinos e torturadores ficarem impunes, a violência e do autoritarismo vão resistir a qualquer avanço democrático. Não é a toa que a nossa polícia mata como mata, não é a toa que a tortura persiste em nosso país.

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É só na madrugada de um sábado  em que uma insuportável dor nas costas te prendeu na cama, que se pode ver um bom programa sobre economia na GloboNews.

47 minutos de discussão de economia no PiG, e nenhuma vez se disse a palavra “inflação”. Deve ser algum tipo de recorde.

O professor de economia Luiz Gonzaga Belluzo deu uma aula para o Presidente da Federação das Industrias de São Paulo, Paulo Skaf.

Alguns pontos destacados (e seria bom que a equipe econômica da Dilma ouvisse):

– Se somos tontos por deixar o cambio chegar aonde chegou, não adianta reclamar da China.

– Política Industrial e Planejamento Estratégico são os diferenciais da China em relação ao Mundo.

– Existem contradições entre a exportar comoditties e manufaturados, é óbvio. Mas eles não são excludentes. Os americanos, por exemplo, escolheram os dois caminhos. Como? Protegendo a sua indústria.

– Exportar chips de computadores e batatas chips não é a mesma coisa, como pensam Adam Smith e Milton Friedman. Se o Brasil não tiver planejamento (investimento, proteção e subsídio) industrial sério, nosso parque industrial vai sumir. O ABC irá se tornar uma grande Detroit.

– A China só cresce como cresce (em quantidade e qualidade) porque entendeu que a globalização é (como tudo) contraditória. Traz ameaças e possibilidades. Ao contrário do mantra neo-liberal, a China só é a China, porque o Estado chinês soube planejar e proteger seu crescimento industrial. Sem aceitar uma visão idílica da globalização, a China soube extrair pra si as melhores possibilidades que ela trazia.

– No Brasil, ao contrário, nós nos encantamos com o mito liberal de homogeneização econômica e social através da liberalização absoluta do comércio. “O Brasil comprou a globalização pelo seu valor de face”, como disse Beluzzo. Acreditou no Deus mercado e ainda está pagando por isso.

http://g1.globo.com/videos/globo-news/globo-news-painel/v/especialistas-debatem-relacoes-entre-brasil-e-china/1486982/

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Propaganda Política Gratuita.

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Foto: Associated Press

 

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Questão de História?

 

 

 

http://blogs.estadao.com.br/radar-politico/2011/04/07/oposicao-a-anastasia-acusa-governo-de-usar-prova-para-atacar-lula/

Questão da prova de estória aplicada pela Secretaria de Educação do Governo de Minas Gerais retrata o ex-presidente Lula como corruptor e chefe de quadrilha.

E a resposta do gabarito era:

D – “sugere, ironicamente, uma relação entre os movimentos sindicais do início da década de 1980 e o ‘mensalão’, refletindo sobre o processo histórico que levou os mesmos personagens de uma luta pela valorização do trabalhador à corrupção política”.

Aaah, mas se fosse na Venezuela…

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Não se rio ou se choro.

Acabo de assistir a um programa de debate na GloboNews, cujo tema era a revisão da Lei de Anistia e a Comissão da Verdade.

De um lado, um milico dirigente do Clube Naval.

De outro, um dirigente do Movimento Nacional de Direitos Humanos.

E, no entre os dois, para MEDIAR um debate que discutiria a punição (ou não) dos torturadores, ALEXANDRE GARCIA.

É o fim.

Alexandre Garcia, pra quem não sabe, foi SECRETÁRIO DE IMPRENSA do governo Figueiredo, em plena ditadura militar.

Em que lugar do mundo se imagina que o homem que foi responsável por encobrir as mentiras da ditadura possa mediar um debate sobre as mentiras da ditadura?

Só em país onde, de fato, a ditadura venceu.

 

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Não.

Não é sobre a Copa do Mundo.

Hoje, de fato, o Partido da Imprensa Golpista iniciou a sua campanha presidencial para 2014.

Aécio Neves se lançou candidato da oposição em um discurso no Senado.

De quebra, ganhou 2 longos minutos de horário eleitoral gratuito. No Jornal Nacional.

De qualquer forma, algumas coisas são importantes de se ressaltar.

Aécio pensa o Brasil – coisa rara entre os tucanos. Não é bobo e nem pensa que o Mundo se resume aos Jardins Paulistas.

Aécio é muito mais articulado politicamente que o tucanato tradicional. Tem excelente trânsito em partidos da base aliada, da direita à esquerda, e tem a exata noção das forças das lideranças locais na eleição nacional.

Isso tudo torna Aécio muito mais competitivo do que Serra e Alckmin – fora o carisma.

Se o senador mineiro preocupa, já que é capaz de vencer uma eleição presidencial, Aécio – vale lembrar – é de uma tradicão política democrática. Tancredo Neves, seu avô, fez parte do governo Vargas, do governo JK e do governo Jango. Foi quem, junto com Brizola, salvou a cabeça de Jango em 63. Denunciou o golpe militar de 64 desde o seu primeiro momento, e lutou contra a ditadura até o fim, sendo liderança destaca nas Diretas já!

É da tradição de Minas (e de Neves) não fazer oposição por oposição, e nem fazer oposição golpista.

Se o governo ganhou um adversário de peso, também ganhou um adversário de nível – em todos os sentidos – e que fará uma oposição qualificada, programática e não pautada no puro oportunismo.

O governo não pode esperar encontrar em Aécio o baixo-nível da campanha serrista – do aborto à bolinha de papel.

O que vem aí é briga boa.

E dura.

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