Feeds:
Posts
Comentários

Propaganda Política Gratuita.

Anúncios

Foto: Associated Press

 

Questão de História?

 

 

 

http://blogs.estadao.com.br/radar-politico/2011/04/07/oposicao-a-anastasia-acusa-governo-de-usar-prova-para-atacar-lula/

Questão da prova de estória aplicada pela Secretaria de Educação do Governo de Minas Gerais retrata o ex-presidente Lula como corruptor e chefe de quadrilha.

E a resposta do gabarito era:

D – “sugere, ironicamente, uma relação entre os movimentos sindicais do início da década de 1980 e o ‘mensalão’, refletindo sobre o processo histórico que levou os mesmos personagens de uma luta pela valorização do trabalhador à corrupção política”.

Aaah, mas se fosse na Venezuela…

Não se rio ou se choro.

Acabo de assistir a um programa de debate na GloboNews, cujo tema era a revisão da Lei de Anistia e a Comissão da Verdade.

De um lado, um milico dirigente do Clube Naval.

De outro, um dirigente do Movimento Nacional de Direitos Humanos.

E, no entre os dois, para MEDIAR um debate que discutiria a punição (ou não) dos torturadores, ALEXANDRE GARCIA.

É o fim.

Alexandre Garcia, pra quem não sabe, foi SECRETÁRIO DE IMPRENSA do governo Figueiredo, em plena ditadura militar.

Em que lugar do mundo se imagina que o homem que foi responsável por encobrir as mentiras da ditadura possa mediar um debate sobre as mentiras da ditadura?

Só em país onde, de fato, a ditadura venceu.

 

Não.

Não é sobre a Copa do Mundo.

Hoje, de fato, o Partido da Imprensa Golpista iniciou a sua campanha presidencial para 2014.

Aécio Neves se lançou candidato da oposição em um discurso no Senado.

De quebra, ganhou 2 longos minutos de horário eleitoral gratuito. No Jornal Nacional.

De qualquer forma, algumas coisas são importantes de se ressaltar.

Aécio pensa o Brasil – coisa rara entre os tucanos. Não é bobo e nem pensa que o Mundo se resume aos Jardins Paulistas.

Aécio é muito mais articulado politicamente que o tucanato tradicional. Tem excelente trânsito em partidos da base aliada, da direita à esquerda, e tem a exata noção das forças das lideranças locais na eleição nacional.

Isso tudo torna Aécio muito mais competitivo do que Serra e Alckmin – fora o carisma.

Se o senador mineiro preocupa, já que é capaz de vencer uma eleição presidencial, Aécio – vale lembrar – é de uma tradicão política democrática. Tancredo Neves, seu avô, fez parte do governo Vargas, do governo JK e do governo Jango. Foi quem, junto com Brizola, salvou a cabeça de Jango em 63. Denunciou o golpe militar de 64 desde o seu primeiro momento, e lutou contra a ditadura até o fim, sendo liderança destaca nas Diretas já!

É da tradição de Minas (e de Neves) não fazer oposição por oposição, e nem fazer oposição golpista.

Se o governo ganhou um adversário de peso, também ganhou um adversário de nível – em todos os sentidos – e que fará uma oposição qualificada, programática e não pautada no puro oportunismo.

O governo não pode esperar encontrar em Aécio o baixo-nível da campanha serrista – do aborto à bolinha de papel.

O que vem aí é briga boa.

E dura.

Resolvi transcrever o trecho de um livro do grande escritor argentino Julio Cortázar, escritor do dito “realismo fantástico”, devido à essa moda de filmes e seriados de vampiros . Para ele, essas manifestações de vampiros e bruxos (que hoje em dia é uma espécie de gótico exangue) eram um “fantástico fabricado”, totalmente vazio.  Segue o trecho do livro “O Fascínio das palavras – entrevistas com Julio Cortázar” :

Julio Cortázar
“Desde muito pequeno existe esse sentimento de que a realidade para mim não era apenas o que a professora ou minha mãe me ensinavam e o que eu podia verificar tocando e cheirando, mas que existiam, além disso, contínuas interferências de elementos que não correspondiam, no meu sentimento, a esse tipo de coisas. Essa foi a iniciação do meu fantástico. Quer dizer, não é um fantástico fabricado, como o fantástico da literatura chamada gótica, em que se inventa todo um aparato de fantasmas, de espectros, toda uma máquina de terror que se opõe às leis naturais, que influi no destino dos personagens.”

Tristeza Citadina

Deambulando
por aí. Sem fim nem meio.
Meu coração, mais perdido
do que cego em tiroteio,
(só faltava eu ser cego)
pelo Rio de Janeiro.

Górgios da Silva

%d blogueiros gostam disto: